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SERJUSMIG

Trabalhadora do TJ é agredida por policial. Sindicato pauta situação de servidores em diligência externa

 

Em pleno Dia Internacional da Mulher, uma servidora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no exercício de sua função foi covardemente agredida por um homem. A oficiala de Justiça Maria Sueli Sobrinho cumpria um mandado de intimação na tarde de sábado (8), em Ibirité, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em determinado momento, Daniel Wanderson do Nascimento, sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e padrasto do destinatário do mandado, agrediu a servidora com um soco no rosto e uma cabeçada. Daniel também a teria insultado e esfregado sua carteira de polícia (identidade funcional) na vítima.

Acionados para atender a ocorrência, policiais encontraram Maria Sueli Sobrinho com o rosto ensanguentado. O suspeito fugiu, mas foi detido pela PM. Em nota à imprensa, a corporação afirma que “todas as providências, tanto de Polícia Judiciária, quanto de Polícia Judiciária Militar, foram adotadas” e o caso é acompanhado pela Corregedoria da PM.

Tão logo tomou conhecimento do ocorrido, o sindicato colocou suas assessorias à disposição da servidora. Além disso, o diretor do SERJUSMIG Alípio de Faria Braga acompanha de perto a situação, prestando solidariedade à colega, em nome de toda a entidade.

 

Sindicato pauta diligências externas

O SERJUSMIG repudia veementemente a agressão ocorrida e cobra das autoridades a devida apuração, punição aos criminosos e garantia da proteção necessária à vítima.

Ao mesmo tempo, cabe ressaltar que esse episódio lamentável evidencia aquilo que os sindicatos têm apontado há tempos: a urgência de medidas de segurança dos trabalhadores que cumprem diligências externas, isto é, Assistentes Sociais, Comissários da Infância e da Juventude e Psicólogos, bem como Oficiais de Justiça.

“Esta não é a primeira vez em que um servidor que cumpre diligência externa é covardemente agredido. É necessário avançar em medidas de capacitação e um protocolo de segurança nessas ocorrências. Também precisamos reabrir a discussão sobre um adicional por periculosidade justo como forma de valorização e reconhecimento do caráter de atividade de risco a que esses profissionais estão submetidos”, afirma Eduardo Couto, presidente do SERJUSMIG.

Nesta segunda-feira (8), o SERJUSMIG encaminha ao Tribunal um ofício pautando uma reunião específica sobre os riscos em diligências externas. No ofício, o sindicato afirma que “muitos são os relatos de medo no exercício da função (…), com ocorrências das mais variadas, desde agressões verbais a situações de ameaças com facas, armas de fogo, e também agressões físicas, de fato”.

ACESSE AQUI O OFÍCIO ENCAMINHADO PELO SERJUSMIG

 

Violência potencializada pela misoginia

É importante não perder de vista que a agressão do último sábado (8), perpetrada por um homem contra uma mulher, tenha ocorrido no Dia Internacional de Luta das Mulheres. Ainda mais gritante é constatar que, inicialmente, o agressor duvidara de que Maria Sueli Sobrinho fosse, de fato, uma Oficiala de Justiça exercendo seu trabalho.

“Além do contumaz desrespeito aos servidores em diligências externas, é flagrante a misoginia que esse caso envolve. Temos outros relatos semelhantes envolvendo mulheres, em situações que dificilmente ocorreriam com homens. Ainda duvidam de nosso trabalho e nossas competências. A única coisa em que acreditam esses agressores é na suposição de que podem nos desrespeitar e agredir e que isso não terá consequências”, denuncia Ana Maria Bertelli, diretora social do SERJUSMIG.

Por essa razão, o sindicato também repudia toda forma de violência de gênero a todas as mulheres que diariamente têm sua integridade física e psíquica atacadas, inclusive, nos locais de trabalho. Se uma é agredida, todas são. Pelo fim do machismo, da misoginia e da violência contra as mulheres!

 

 

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