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Minas

As demandas para o próximo governador

Minas Gerais. Setores da sociedade ouvidos por O TEMPO indicam propostas para o futuro chefe do Executivo
Reivindicações vão exigir do eleito jogo de cintura e esforço para concretizá-las


A carência de propostas concretas na maioria dos planos de governo apresentados até agora pelos concorrentes à sucessão em Minas Gerais não está associada à falta de demandas da sociedade muito pelo contrário. A reportagem de O TEMPO ouviu representantes de diferentes setores e levantou as principais reivindicações.

O resultado é um rico mosaico de sugestões e propostas para aquele que assumirá a chefia do Estado em janeiro de 2011. E o desafio não será pequeno.

Além de muito trabalho, o novo governador também deverá ter bastante jogo de cintura para contemplar as propostas que vão desde o fim do desmatamento, até o incentivo à produção industrial, passando por melhorias nos salários dos servidores, incrementos na infraestrutura, aumento de investimentos com redução da carga tributária, desoneração aos produtores e corte de gastos.


Propostas. Para a área de saúde, o principal desafio é qualificar o atendimento no interior para evitar o esgotamento do sistema hospitalar da capital. Para o diretor do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Gomes, é função do Estado fornecer um modelo integrado de saúde. "Na maioria das cidades de Minas, os atendimentos estão incompletos. O prefeito não conhece o sistema e o gestor, por falta de informação, fica sem acesso à verba", explica.

Para a área da educação, a prioridade, segundo a especialista em educação e membro da ONG Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), que cuida dos interesses da criança e do adolescente, Deisy Cunha, é valorizar o profissional. "É fundamental a valorização do professor com plano de cargos e salários e o oferecimento de cursos de aperfeiçoamento", propõe.

Para a segurança pública, especialistas sugerem a priorização de mudanças no sistema carcerário e a alteração na gestão do preso. "Ainda existem em Minas Gerais mais de 10 mil presos nas mãos da Polícia Civil, quando eles deviam ser transferidos para a Subsecretaria de Assuntos Penitenciários. O Estado precisa gastar melhor o dinheiro do sistema prisional", opina o presidente da Comissão de Assistência Penitenciária da OAB, Adilson Rocha.

Já os representantes do meio ambiente querem o equilíbrio entre produção industrial e preservação. Para o coordenador do Projeto Manuelzão, Apolo Heringer Lisboa, é preciso interromper imediatamente a derrubada de árvores no Estado. "É o desmatamento zero. Metade do Estado já foi consumido e não é preciso desmatar mais para aumentar a produção", ressalta.

O setor industrial, por sua vez, cobra agilidade na liberação das concessões e mais atenção do Estado com a política nacional. "O novo governante deve criar um cenário competitivo para o empresário mineiro, levando em conta as tributações dos outros Estados e as reformas política, tributária e previdenciária do Brasil", enumerou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado.

Para a classe artística, a principal reivindicação é levar para o interior os bens culturais e os mecanismos de fomento à produção. "O governo precisa ter critérios de avaliação que priorizem a democratização do acesso à cultura", resumiu o ex-presidente da Fundação Clóvis Salgado Chico Pelúcio.

Fonte: O Tempo


(Incluída em 19/07/2010 às 09:10)

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